Num estado de direito todos somos obrigados a cumprir a lei. Por muito que nos desagrade, temos que cumprir, sob pena de sermos sancionados. É assim: Vota-se na Assembleia da Républica, o partido mais votado é convidado para formar governo, elabora projectos-de-lei, submete-as à Assembleia da República que se forem aprovadas e promulgadas pelo presidente tornam-se leis. Simplificações à parte, é assim que funciona.
A introdução serve para me referir à polémica do Controlo de Assuduidade em Instituições Públicas. A lei, elaborada seguindo o percurso indicado existe, segundo leio, à cerca de 8 anos. Não estava a ser cumprida. Agora no seguimento de diligências feitas por Organismos que têm o dever de acompanhar esses processos foi pedido (e ordenado) para ser implementado. A única coisa que se devia perguntar é porque é que não foi pedido à oito anos em vez de agora. O esquisito é que num estado de direito se conteste a implementação de uma lei. Claro que poderia ser uma lei inconstitucional, mas aí o Tribunal Constitucional deveria ter-se pronunciado. Poderia ainda ser uma lei que atente às liberdades e garantias do cidadão, mas não me parece ser o caso uma vez que a verificação do cumprimento de um contrato de trabalho é um direito que assiste ao empregador.
A Ordem dos Médicos e a Ordem dos Enfermeiros adoptaram uma posição inadmissível e estão a desprestigiar toda uma classe de profissionais, passando uma imagem de receio (e portanto de provável incumprimento de contractos por parte dos seus profissionais) relativamente a esta medida. Os conselhos que deram aos seus profissionais não estão de acordo com os altos valores e o exemplo que dizem possuir e segundo os quais esta medida não se lhes aplicaria. A incitação por parte da Ordem dos Médicos ao cumprimento escrupuloso do horário é uma clara afronta a todos os outras classes deste país. Já sendo das classes profissionais mais priveligiadas com a possibilidade de trabalhar em mais que uma instituição (na prática concorrentes: Hospitais e Clínicas Privadas) ainda disputam o direito que assiste ao Empregador (Estado) de ter a certeza que os profissionais trabalham o nº de horas contratadas em prol da Instituição (e consequentemente dos Utentes).
Além disso, a postura de "estamos moralmente acima disso" mostra desprezo e desrespeito pelas outras classes profissionais e pelo sector privado que hà muito se rege por estas regras. Sector privado esse que é mais eficiente (e ainda bem) na aplicação destes controlos, não se ouvindo vozes de protesto por essas mesmas Ordens.
Espero sinceramente que o Governo faça agora o que lhe compete. Quando eu digo o que lhe compete, não é ignorar e continuar a implementação (que isso já nem se discute). O que espero é que nas suas declarações ao país denuncie a posição vergonhosa que estes senhores assumiram diante do país.
Friday, December 29, 2006
Friday, November 10, 2006
Greves...Função pública...
Olá a todos!! (ou pelo menos ao único coitado que à falta de melhor para fazer ou por causa de uma pesquisa errada no google, aqui veio parar...)
Eu gostava de dizer que queria ter escrito isto: http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=285591
(a partir deste ponto vou assumir que foram lá e leram, que só vos faz bem!)
Acho que a opinião expressa no Jornal de Negócios por este senhor apenas vem alertar para uma realidade, cheia de bom senso e que à custa das afirmações populistas e esquerdistas do século passado, usadas por praticamente todos os sindicatos em Portugal, tem ficado "metida na gaveta".
No entanto, eu ia bem mais longe que este senhor. Na minha opinião os sindicatos estão a prejudicar o país, os trabalhadores e a eles próprios! Vamos abordar alguns exemplos do caricato da situação:
- a marcação de greves que se sucederam durante todo o verão em dias no mínimo suspeitos (quintas e sextas-feiras). Longe de mim duvidar da seriedade, mas "á mulher de césar não basta ser séria, tem também que parecer". Se é para ter um dia de convívio então marquem férias como qualquer pessoa e gozem o fim-de-semana prolongado!
- os próprios números da greve são sempre completamente díspares. Gostava que tanto o governo como os sindicatos viessem explicar à televisão os seus cálculos, como acontecia quando a minha professora me chamava ao quadro porque achava que apesar de eu saber o resultado do Trabalho de Casa, desconfiava que os cálculos estivessem no caderno do lado;).
- As exigências dos sindicatos são sempre absurdas e irrealistas. Não é correcto pensar que se possa pedir um aumento de salários de 5% quando o PIB cresce menos que 2%! Como é que alguém que quer ser levado a sério pode pôr em cima da mesa uma proposta assim?
E se formos pensar bem, qual é o interesse da Função Pública entrar em greve? Tendo em atenção que esse dia não é pago, o governo vai poupar dinheiro e o défice vai diminuir. Se o défice diminuir os impostos descem (ou pelo menos não sobem) e todas as outras pessoas ficam mais contentes. O único problema é que o trabalho que fariam nesse dia fazem no outro, o que para quem tem que esperar por documentos e despachos não é assim nada de especial, uma vez que esperar um mês ou um mês e um dia é igual. Obviamente isto é um exagero, mas de facto não é uma maneira inteligente para quem tem problemas realmente sérios para resolver. Quando se quer realmente resolver algo tenta-se encontrar pontos de consenso e não de ruptura.
Para finalizar uma ideia simples: os paradigmas alteraram-se. Os sindicatos têm um papel importante na sociedade, mas é agora numa perspectiva diferente do passado. Fazer-se uma defesa séria dos trabalhadores é precisamente tentar encontrar equilíbrio entre as novas exigências do mundo empresarial e o bem estar das pessoas. A formação, tão essencial para este "admirável mundo novo" raramente é uma exigência que faça os trabalhadores fazer greve. É através da formação que se consegue o valor acrescentado necessário à criação de riqueza e melhoria das condições de vida.
Eu gostava de dizer que queria ter escrito isto: http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=285591
(a partir deste ponto vou assumir que foram lá e leram, que só vos faz bem!)
Acho que a opinião expressa no Jornal de Negócios por este senhor apenas vem alertar para uma realidade, cheia de bom senso e que à custa das afirmações populistas e esquerdistas do século passado, usadas por praticamente todos os sindicatos em Portugal, tem ficado "metida na gaveta".
No entanto, eu ia bem mais longe que este senhor. Na minha opinião os sindicatos estão a prejudicar o país, os trabalhadores e a eles próprios! Vamos abordar alguns exemplos do caricato da situação:
- a marcação de greves que se sucederam durante todo o verão em dias no mínimo suspeitos (quintas e sextas-feiras). Longe de mim duvidar da seriedade, mas "á mulher de césar não basta ser séria, tem também que parecer". Se é para ter um dia de convívio então marquem férias como qualquer pessoa e gozem o fim-de-semana prolongado!
- os próprios números da greve são sempre completamente díspares. Gostava que tanto o governo como os sindicatos viessem explicar à televisão os seus cálculos, como acontecia quando a minha professora me chamava ao quadro porque achava que apesar de eu saber o resultado do Trabalho de Casa, desconfiava que os cálculos estivessem no caderno do lado;).
- As exigências dos sindicatos são sempre absurdas e irrealistas. Não é correcto pensar que se possa pedir um aumento de salários de 5% quando o PIB cresce menos que 2%! Como é que alguém que quer ser levado a sério pode pôr em cima da mesa uma proposta assim?
E se formos pensar bem, qual é o interesse da Função Pública entrar em greve? Tendo em atenção que esse dia não é pago, o governo vai poupar dinheiro e o défice vai diminuir. Se o défice diminuir os impostos descem (ou pelo menos não sobem) e todas as outras pessoas ficam mais contentes. O único problema é que o trabalho que fariam nesse dia fazem no outro, o que para quem tem que esperar por documentos e despachos não é assim nada de especial, uma vez que esperar um mês ou um mês e um dia é igual. Obviamente isto é um exagero, mas de facto não é uma maneira inteligente para quem tem problemas realmente sérios para resolver. Quando se quer realmente resolver algo tenta-se encontrar pontos de consenso e não de ruptura.
Para finalizar uma ideia simples: os paradigmas alteraram-se. Os sindicatos têm um papel importante na sociedade, mas é agora numa perspectiva diferente do passado. Fazer-se uma defesa séria dos trabalhadores é precisamente tentar encontrar equilíbrio entre as novas exigências do mundo empresarial e o bem estar das pessoas. A formação, tão essencial para este "admirável mundo novo" raramente é uma exigência que faça os trabalhadores fazer greve. É através da formação que se consegue o valor acrescentado necessário à criação de riqueza e melhoria das condições de vida.
Friday, October 20, 2006
Previsões...:)
Antes de mais queria agradecer à Rita pelo primeiro comentário escrito que foi feito no meu Blog! Obrigado e quero mais:)!!
E agora, continuamos com o nosso programa...
Ainda no ínicio do ano vi uma afirmação, que agora tenho pena de não me recordar onde: "O petróleo deve chegar aos 100 USD por barril antes do final do ano". Para quem não sabe, actualmente está cerca de 60 USD...
Quais é que são as bases para se escrever alguma coisa assim?
Será que o exercício de análise é puramente uma intuição ou uma adivinha? Até parece que pegaram na valorização passada e assumiram-na para o futuro (claro que não pode ter sido feito assim... afinal estas pessoas são profissionais...).
Apesar de leigo no assunto parece-me que é do senso comum que, algo que sobe muito o mais natural será descer...
O Petróleo é uma commodity, o que significa que é um bem homogéneo. Os factores que influenciam o seu preço são maioritariamente (para não dizer todos) macroeconómicos. Só para citar alguns dos mais comuns: a guerra envolvendo países produtores, o aumento da produção industrial, a alteração das reservas estratégicas dos estados (nomeadamente dos EUA), as decisões da OPEP... entre muitas outras. Saber o que vai acontecer e especialmente no curto prazo, é algo que eu não me atrevo a fazer e é-me difícil de confiar noutro que o faça.
Se já tardava aqui vai onde quero chegar: As opiniões de analistas são apenas isso, opiniões! Mesmo quando baseado em assumpções lógicas e fiáveis e dito por alguém que merece credibilidade, não significa que esteja correcto. Quando estas previsões aparecem na televisão ou noutro meio de comunicação encaro sempre com cepticismo e desconfiança, tendo tendência para acreditar que vai acontecer precisamente o contrário:).
Como epílogo, a minha entrada anterior relativamente à empresa Puma expressa exclusivamente a minha opinião após alguma pesquisa que fiz com meios limitados. Assim, se por milagre alguém tiver considerado o que eu disse, não aconselho a investir sem antes fazer uma análise à empresa e tirar as suas próprias conclusões... Isto aplica-se a todas as análises que possa inserir no Blog.
P.S. Já agora, qualquer questão disponham.
E agora, continuamos com o nosso programa...
Ainda no ínicio do ano vi uma afirmação, que agora tenho pena de não me recordar onde: "O petróleo deve chegar aos 100 USD por barril antes do final do ano". Para quem não sabe, actualmente está cerca de 60 USD...
Quais é que são as bases para se escrever alguma coisa assim?
Será que o exercício de análise é puramente uma intuição ou uma adivinha? Até parece que pegaram na valorização passada e assumiram-na para o futuro (claro que não pode ter sido feito assim... afinal estas pessoas são profissionais...).
Apesar de leigo no assunto parece-me que é do senso comum que, algo que sobe muito o mais natural será descer...
O Petróleo é uma commodity, o que significa que é um bem homogéneo. Os factores que influenciam o seu preço são maioritariamente (para não dizer todos) macroeconómicos. Só para citar alguns dos mais comuns: a guerra envolvendo países produtores, o aumento da produção industrial, a alteração das reservas estratégicas dos estados (nomeadamente dos EUA), as decisões da OPEP... entre muitas outras. Saber o que vai acontecer e especialmente no curto prazo, é algo que eu não me atrevo a fazer e é-me difícil de confiar noutro que o faça.
Se já tardava aqui vai onde quero chegar: As opiniões de analistas são apenas isso, opiniões! Mesmo quando baseado em assumpções lógicas e fiáveis e dito por alguém que merece credibilidade, não significa que esteja correcto. Quando estas previsões aparecem na televisão ou noutro meio de comunicação encaro sempre com cepticismo e desconfiança, tendo tendência para acreditar que vai acontecer precisamente o contrário:).
Como epílogo, a minha entrada anterior relativamente à empresa Puma expressa exclusivamente a minha opinião após alguma pesquisa que fiz com meios limitados. Assim, se por milagre alguém tiver considerado o que eu disse, não aconselho a investir sem antes fazer uma análise à empresa e tirar as suas próprias conclusões... Isto aplica-se a todas as análises que possa inserir no Blog.
P.S. Já agora, qualquer questão disponham.
Friday, October 06, 2006
Puma - Uma oportunidade
A Puma é uma das maiores "outsiders" no grande jogo dos artigos desportivos. Com o mundial da Alemanha ganhou notoriedade, mas para isso foi necessário a realização de um investimento brutal em publicidade. Por causa disso os resultados para este ano não vão ser o que os analistas esperavam...
Esta discrepância de curto prazo entre o valor de mercado e o valor intrínseco, apresenta uma grande oportunidade. No longo prazo, 3 a 5 anos, é minha convicção que irá valorizar-se mais que o sector. Aliás, a própria desvalorização da Puma foi um exagero. A 255 € por acção é dada.
Este é um mercado relativamente maduro, mas a pequena dimensão da Puma e a notoriedade da marca, quer pelo mundial da Alemanha, quer pelo design agressivo e inovador, tem dado origem a retornos impressionantes, bem acima da média da indústria.
A situação financeira é sólida com os seus rácios bem acima da média da indústria (reuters).
PS. Eu comprei Puma e acho por bem avisar todos os interessados.
Esta discrepância de curto prazo entre o valor de mercado e o valor intrínseco, apresenta uma grande oportunidade. No longo prazo, 3 a 5 anos, é minha convicção que irá valorizar-se mais que o sector. Aliás, a própria desvalorização da Puma foi um exagero. A 255 € por acção é dada.
Este é um mercado relativamente maduro, mas a pequena dimensão da Puma e a notoriedade da marca, quer pelo mundial da Alemanha, quer pelo design agressivo e inovador, tem dado origem a retornos impressionantes, bem acima da média da indústria.
A situação financeira é sólida com os seus rácios bem acima da média da indústria (reuters).
PS. Eu comprei Puma e acho por bem avisar todos os interessados.
Wednesday, October 04, 2006
Próximos capítulos e indecisões...
Nos próximos textos irão aparecer mais análises e recomendações de acções, fundamentalmente europeias! Se me apetecer claro... Sim, acho que me vai apetecer! Bem, e daí talvez não... Logo se vê!:)
Monday, October 02, 2006
Não há almoços grátis!
Já se sabia que os bancos gostam de atrair as pessoas com palavras que chamam a atenção. Actualmente as palavras "da moda" são:
- Spread de 0%
- Prestação mais baixa do mercado
- Período de carência
- Pode pagar até 50 anos
Ora bem, antes de mais nada o que é o spread? O spread é o prémio de risco de crédito do banco, ou seja, é o que o banco ganha por nos emprestar dinheiro. Então temos que nos perguntar uma coisa: algum de nós trabalharia de graça? Nem o banco!
Como é que o banco satisfaz os seus milhões de accionistas? Bem, existem várias maneiras clássicas, só que apenas se descobrem depois: A 1ª consiste na existência de comissões por tudo e por nada; o banco "esquece" a margem que ganharia no empréstimo, para posteriormente compensar na globalidade do produto bancário que "oferece" ao cliente. Mas muitas vezes ainda existem mais surpresas: o spread é revisto, a maioria das vezes, passado 1 ano e, apesar de haver muitas benesses, o banco tem a faca e o queijo na mão.
O período de carência e prazos alargados até 50 anos apenas significa uma coisa: mais juros! Para agravar, na maioria dos casos não se pode amortizar o capital durante 5 anos! Uma pessoa que tenha alguma disponibilidade financeira, mesmo que tenha de abdicar de algumas coisas no curto prazo, deve pagar em períodos de tempos mais curtos e amortizar o máximo de capital possível. Claro que que sei bem que nem toda a gente tem, mas fica aqui a indicação.
Basicamente, quando existe interesse num emprétimo desta magnitude as pessoas não podem "embarcar" em populismos e perceber se estão a lidar com um banco sério, que explique perfeitamente o que vai ganhar com a operação. Porque o que o banco vai ganhar, é o que você vai perder...
- Spread de 0%
- Prestação mais baixa do mercado
- Período de carência
- Pode pagar até 50 anos
Ora bem, antes de mais nada o que é o spread? O spread é o prémio de risco de crédito do banco, ou seja, é o que o banco ganha por nos emprestar dinheiro. Então temos que nos perguntar uma coisa: algum de nós trabalharia de graça? Nem o banco!
Como é que o banco satisfaz os seus milhões de accionistas? Bem, existem várias maneiras clássicas, só que apenas se descobrem depois: A 1ª consiste na existência de comissões por tudo e por nada; o banco "esquece" a margem que ganharia no empréstimo, para posteriormente compensar na globalidade do produto bancário que "oferece" ao cliente. Mas muitas vezes ainda existem mais surpresas: o spread é revisto, a maioria das vezes, passado 1 ano e, apesar de haver muitas benesses, o banco tem a faca e o queijo na mão.
O período de carência e prazos alargados até 50 anos apenas significa uma coisa: mais juros! Para agravar, na maioria dos casos não se pode amortizar o capital durante 5 anos! Uma pessoa que tenha alguma disponibilidade financeira, mesmo que tenha de abdicar de algumas coisas no curto prazo, deve pagar em períodos de tempos mais curtos e amortizar o máximo de capital possível. Claro que que sei bem que nem toda a gente tem, mas fica aqui a indicação.
Basicamente, quando existe interesse num emprétimo desta magnitude as pessoas não podem "embarcar" em populismos e perceber se estão a lidar com um banco sério, que explique perfeitamente o que vai ganhar com a operação. Porque o que o banco vai ganhar, é o que você vai perder...
Wednesday, September 27, 2006
A "telenovela" da OPA
Desde que eu me conheço que me lembro de telenovelas. Fazem parte da minha infância, da mesma maneira como fazem os "balões de água", a "super soaker"(não sei se é assim que escreve) e o ió-ió: Era tudo diversão! De um jantar normal faziam parte a "Tieta do Agreste", o "Sinhozinho Malta" e o "Roque Santeiro". E hoje, que já conheci mais gente, mais convencido estou que fazem parte da cultura diária do português o fascinio pelas telenovelas (agora com a variante de também se incluirem portuguesas).
Ora bem, desde Fevereiro existe uma concentração enorme de atenções na bolsa portuguesa graças à OPA lançada pela Sonae à PT. No início foi como se acontecesse a estreia de uma daquelas telenovelas que toda a gente já ouviu falar na publicidade estrangeiras mas ainda ninguém viu. Eu lembro-me de virem ter comigo amigos que nunca tinham tido interesse por nada de mercados financeiros ou finanças e me comentarem: "Não estava nada à espera disto. A PT já subiu 5%. Será que a OPA vai para a frente? Será autorizada pela AdC?". A verdade é que todos os dias parecia que se ia "saber no próximo capítulo".
Depois vieram as férias... e como é boa tradição portuguesa as coisas parece que passaram tanto na televisão (ajudado em grande parte pelo atraso na decisão da AdC) que parece que saturou. Agora, qual fénix renascido das cinzas (que lugar comum, meu deus), parece que de novo se despertou atenção pela OPA (ajudado obviamente pela decisão com muitos remédios da AdC). Vende de novo jornais!
Bem, se ainda aí estiver alguém a ler isto o que eu quero dizer é: É bom o interesse genuíno das pessoas pelo mercado de capitais. Como interesse genuíno falo na esperança de obter retornos anuais superiores a deixar o dinheiro parado no banco, falo em como accionistas (mesmo que apenas possuam 0,000000...1%) demonstrarem interesse e empenhamento na saúde financeira das empresas em que investem. Para as empresas é bom como forma alternativa de se financiarem diminuindo assim os seus custos com o endividamento e equilibrando a estrutura de capitais. Para a economia, para a política, etc..., é bom! No entanto, este tipo de abordagem "telenovela" não pode nem deve ser a única maneira das pessoas se interessarem por esta parte . A Educação Financeira é tão ou mais importante para a maioria das pessoas que o português, a matemática e outras disciplinas fulcrais. É a única maneira de se combater o endividamento em excesso das famílias, a consequente falta de poupança e investimento que são, quer se goste quer não, a única maneira de existir uma melhoria sustentada do nível de vida. E o importante nos investimentos é a consistência e não a moda!
Ora bem, desde Fevereiro existe uma concentração enorme de atenções na bolsa portuguesa graças à OPA lançada pela Sonae à PT. No início foi como se acontecesse a estreia de uma daquelas telenovelas que toda a gente já ouviu falar na publicidade estrangeiras mas ainda ninguém viu. Eu lembro-me de virem ter comigo amigos que nunca tinham tido interesse por nada de mercados financeiros ou finanças e me comentarem: "Não estava nada à espera disto. A PT já subiu 5%. Será que a OPA vai para a frente? Será autorizada pela AdC?". A verdade é que todos os dias parecia que se ia "saber no próximo capítulo".
Depois vieram as férias... e como é boa tradição portuguesa as coisas parece que passaram tanto na televisão (ajudado em grande parte pelo atraso na decisão da AdC) que parece que saturou. Agora, qual fénix renascido das cinzas (que lugar comum, meu deus), parece que de novo se despertou atenção pela OPA (ajudado obviamente pela decisão com muitos remédios da AdC). Vende de novo jornais!
Bem, se ainda aí estiver alguém a ler isto o que eu quero dizer é: É bom o interesse genuíno das pessoas pelo mercado de capitais. Como interesse genuíno falo na esperança de obter retornos anuais superiores a deixar o dinheiro parado no banco, falo em como accionistas (mesmo que apenas possuam 0,000000...1%) demonstrarem interesse e empenhamento na saúde financeira das empresas em que investem. Para as empresas é bom como forma alternativa de se financiarem diminuindo assim os seus custos com o endividamento e equilibrando a estrutura de capitais. Para a economia, para a política, etc..., é bom! No entanto, este tipo de abordagem "telenovela" não pode nem deve ser a única maneira das pessoas se interessarem por esta parte . A Educação Financeira é tão ou mais importante para a maioria das pessoas que o português, a matemática e outras disciplinas fulcrais. É a única maneira de se combater o endividamento em excesso das famílias, a consequente falta de poupança e investimento que são, quer se goste quer não, a única maneira de existir uma melhoria sustentada do nível de vida. E o importante nos investimentos é a consistência e não a moda!
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