Olá a todos!! (ou pelo menos ao único coitado que à falta de melhor para fazer ou por causa de uma pesquisa errada no google, aqui veio parar...)
Eu gostava de dizer que queria ter escrito isto: http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=285591
(a partir deste ponto vou assumir que foram lá e leram, que só vos faz bem!)
Acho que a opinião expressa no Jornal de Negócios por este senhor apenas vem alertar para uma realidade, cheia de bom senso e que à custa das afirmações populistas e esquerdistas do século passado, usadas por praticamente todos os sindicatos em Portugal, tem ficado "metida na gaveta".
No entanto, eu ia bem mais longe que este senhor. Na minha opinião os sindicatos estão a prejudicar o país, os trabalhadores e a eles próprios! Vamos abordar alguns exemplos do caricato da situação:
- a marcação de greves que se sucederam durante todo o verão em dias no mínimo suspeitos (quintas e sextas-feiras). Longe de mim duvidar da seriedade, mas "á mulher de césar não basta ser séria, tem também que parecer". Se é para ter um dia de convívio então marquem férias como qualquer pessoa e gozem o fim-de-semana prolongado!
- os próprios números da greve são sempre completamente díspares. Gostava que tanto o governo como os sindicatos viessem explicar à televisão os seus cálculos, como acontecia quando a minha professora me chamava ao quadro porque achava que apesar de eu saber o resultado do Trabalho de Casa, desconfiava que os cálculos estivessem no caderno do lado;).
- As exigências dos sindicatos são sempre absurdas e irrealistas. Não é correcto pensar que se possa pedir um aumento de salários de 5% quando o PIB cresce menos que 2%! Como é que alguém que quer ser levado a sério pode pôr em cima da mesa uma proposta assim?
E se formos pensar bem, qual é o interesse da Função Pública entrar em greve? Tendo em atenção que esse dia não é pago, o governo vai poupar dinheiro e o défice vai diminuir. Se o défice diminuir os impostos descem (ou pelo menos não sobem) e todas as outras pessoas ficam mais contentes. O único problema é que o trabalho que fariam nesse dia fazem no outro, o que para quem tem que esperar por documentos e despachos não é assim nada de especial, uma vez que esperar um mês ou um mês e um dia é igual. Obviamente isto é um exagero, mas de facto não é uma maneira inteligente para quem tem problemas realmente sérios para resolver. Quando se quer realmente resolver algo tenta-se encontrar pontos de consenso e não de ruptura.
Para finalizar uma ideia simples: os paradigmas alteraram-se. Os sindicatos têm um papel importante na sociedade, mas é agora numa perspectiva diferente do passado. Fazer-se uma defesa séria dos trabalhadores é precisamente tentar encontrar equilíbrio entre as novas exigências do mundo empresarial e o bem estar das pessoas. A formação, tão essencial para este "admirável mundo novo" raramente é uma exigência que faça os trabalhadores fazer greve. É através da formação que se consegue o valor acrescentado necessário à criação de riqueza e melhoria das condições de vida.
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