Antes de mais queria agradecer à Rita pelo primeiro comentário escrito que foi feito no meu Blog! Obrigado e quero mais:)!!
E agora, continuamos com o nosso programa...
Ainda no ínicio do ano vi uma afirmação, que agora tenho pena de não me recordar onde: "O petróleo deve chegar aos 100 USD por barril antes do final do ano". Para quem não sabe, actualmente está cerca de 60 USD...
Quais é que são as bases para se escrever alguma coisa assim?
Será que o exercício de análise é puramente uma intuição ou uma adivinha? Até parece que pegaram na valorização passada e assumiram-na para o futuro (claro que não pode ter sido feito assim... afinal estas pessoas são profissionais...).
Apesar de leigo no assunto parece-me que é do senso comum que, algo que sobe muito o mais natural será descer...
O Petróleo é uma commodity, o que significa que é um bem homogéneo. Os factores que influenciam o seu preço são maioritariamente (para não dizer todos) macroeconómicos. Só para citar alguns dos mais comuns: a guerra envolvendo países produtores, o aumento da produção industrial, a alteração das reservas estratégicas dos estados (nomeadamente dos EUA), as decisões da OPEP... entre muitas outras. Saber o que vai acontecer e especialmente no curto prazo, é algo que eu não me atrevo a fazer e é-me difícil de confiar noutro que o faça.
Se já tardava aqui vai onde quero chegar: As opiniões de analistas são apenas isso, opiniões! Mesmo quando baseado em assumpções lógicas e fiáveis e dito por alguém que merece credibilidade, não significa que esteja correcto. Quando estas previsões aparecem na televisão ou noutro meio de comunicação encaro sempre com cepticismo e desconfiança, tendo tendência para acreditar que vai acontecer precisamente o contrário:).
Como epílogo, a minha entrada anterior relativamente à empresa Puma expressa exclusivamente a minha opinião após alguma pesquisa que fiz com meios limitados. Assim, se por milagre alguém tiver considerado o que eu disse, não aconselho a investir sem antes fazer uma análise à empresa e tirar as suas próprias conclusões... Isto aplica-se a todas as análises que possa inserir no Blog.
P.S. Já agora, qualquer questão disponham.
Friday, October 20, 2006
Friday, October 06, 2006
Puma - Uma oportunidade
A Puma é uma das maiores "outsiders" no grande jogo dos artigos desportivos. Com o mundial da Alemanha ganhou notoriedade, mas para isso foi necessário a realização de um investimento brutal em publicidade. Por causa disso os resultados para este ano não vão ser o que os analistas esperavam...
Esta discrepância de curto prazo entre o valor de mercado e o valor intrínseco, apresenta uma grande oportunidade. No longo prazo, 3 a 5 anos, é minha convicção que irá valorizar-se mais que o sector. Aliás, a própria desvalorização da Puma foi um exagero. A 255 € por acção é dada.
Este é um mercado relativamente maduro, mas a pequena dimensão da Puma e a notoriedade da marca, quer pelo mundial da Alemanha, quer pelo design agressivo e inovador, tem dado origem a retornos impressionantes, bem acima da média da indústria.
A situação financeira é sólida com os seus rácios bem acima da média da indústria (reuters).
PS. Eu comprei Puma e acho por bem avisar todos os interessados.
Esta discrepância de curto prazo entre o valor de mercado e o valor intrínseco, apresenta uma grande oportunidade. No longo prazo, 3 a 5 anos, é minha convicção que irá valorizar-se mais que o sector. Aliás, a própria desvalorização da Puma foi um exagero. A 255 € por acção é dada.
Este é um mercado relativamente maduro, mas a pequena dimensão da Puma e a notoriedade da marca, quer pelo mundial da Alemanha, quer pelo design agressivo e inovador, tem dado origem a retornos impressionantes, bem acima da média da indústria.
A situação financeira é sólida com os seus rácios bem acima da média da indústria (reuters).
PS. Eu comprei Puma e acho por bem avisar todos os interessados.
Wednesday, October 04, 2006
Próximos capítulos e indecisões...
Nos próximos textos irão aparecer mais análises e recomendações de acções, fundamentalmente europeias! Se me apetecer claro... Sim, acho que me vai apetecer! Bem, e daí talvez não... Logo se vê!:)
Monday, October 02, 2006
Não há almoços grátis!
Já se sabia que os bancos gostam de atrair as pessoas com palavras que chamam a atenção. Actualmente as palavras "da moda" são:
- Spread de 0%
- Prestação mais baixa do mercado
- Período de carência
- Pode pagar até 50 anos
Ora bem, antes de mais nada o que é o spread? O spread é o prémio de risco de crédito do banco, ou seja, é o que o banco ganha por nos emprestar dinheiro. Então temos que nos perguntar uma coisa: algum de nós trabalharia de graça? Nem o banco!
Como é que o banco satisfaz os seus milhões de accionistas? Bem, existem várias maneiras clássicas, só que apenas se descobrem depois: A 1ª consiste na existência de comissões por tudo e por nada; o banco "esquece" a margem que ganharia no empréstimo, para posteriormente compensar na globalidade do produto bancário que "oferece" ao cliente. Mas muitas vezes ainda existem mais surpresas: o spread é revisto, a maioria das vezes, passado 1 ano e, apesar de haver muitas benesses, o banco tem a faca e o queijo na mão.
O período de carência e prazos alargados até 50 anos apenas significa uma coisa: mais juros! Para agravar, na maioria dos casos não se pode amortizar o capital durante 5 anos! Uma pessoa que tenha alguma disponibilidade financeira, mesmo que tenha de abdicar de algumas coisas no curto prazo, deve pagar em períodos de tempos mais curtos e amortizar o máximo de capital possível. Claro que que sei bem que nem toda a gente tem, mas fica aqui a indicação.
Basicamente, quando existe interesse num emprétimo desta magnitude as pessoas não podem "embarcar" em populismos e perceber se estão a lidar com um banco sério, que explique perfeitamente o que vai ganhar com a operação. Porque o que o banco vai ganhar, é o que você vai perder...
- Spread de 0%
- Prestação mais baixa do mercado
- Período de carência
- Pode pagar até 50 anos
Ora bem, antes de mais nada o que é o spread? O spread é o prémio de risco de crédito do banco, ou seja, é o que o banco ganha por nos emprestar dinheiro. Então temos que nos perguntar uma coisa: algum de nós trabalharia de graça? Nem o banco!
Como é que o banco satisfaz os seus milhões de accionistas? Bem, existem várias maneiras clássicas, só que apenas se descobrem depois: A 1ª consiste na existência de comissões por tudo e por nada; o banco "esquece" a margem que ganharia no empréstimo, para posteriormente compensar na globalidade do produto bancário que "oferece" ao cliente. Mas muitas vezes ainda existem mais surpresas: o spread é revisto, a maioria das vezes, passado 1 ano e, apesar de haver muitas benesses, o banco tem a faca e o queijo na mão.
O período de carência e prazos alargados até 50 anos apenas significa uma coisa: mais juros! Para agravar, na maioria dos casos não se pode amortizar o capital durante 5 anos! Uma pessoa que tenha alguma disponibilidade financeira, mesmo que tenha de abdicar de algumas coisas no curto prazo, deve pagar em períodos de tempos mais curtos e amortizar o máximo de capital possível. Claro que que sei bem que nem toda a gente tem, mas fica aqui a indicação.
Basicamente, quando existe interesse num emprétimo desta magnitude as pessoas não podem "embarcar" em populismos e perceber se estão a lidar com um banco sério, que explique perfeitamente o que vai ganhar com a operação. Porque o que o banco vai ganhar, é o que você vai perder...
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